domingo, 21 de novembro de 2010

O maior de todos...O AMOR!

Relacionar-se significa envolver-se com alguém ou algo. Esse envolvimento pode ser completo ou parcial, o que depende muito da pré-disposição de quem pretende entregar-se a uma relação. As pessoas entre si, geralmente, procuram se relacionar por afinidades, o que denota uma busca, quase que angustiada, por atenção e compreensão. E pretendem preencher um vazio, que completo deve estar, para que a vida flua com um maior nível de normalidade.
            As chamadas afinidades nascem de uma escolha, que precede várias. Muitos caprichos, características, atitudes e estilos compõem um padrão pessoal para se definir com quem se conversa, em quem se confia, e outras formas de relação.
            Muitas pessoas refletem sobre a possibilidade de seus amigos se tornarem seus parentes, e a respeito de escolherem quem pode ou não fazer parte da família. Dois acontecimentos que a princípio não são possíveis de se consolidar, a não ser por “brincadeirinha”. Seria muito interessante se cada pessoa pudesse escolher os seus parentes; o critério, de imediato, seria por afinidades, posteriormente outros surgiriam, interesses, pessoais, dentre outros. Mas será que se assim fosse não seria fácil demais criar vínculos? Será que todos esses seriam, de fato, pessoas verdadeiras, confiáveis? Será que a impossibilidade de escolher quem entra para a família não é, no fundo, benéfica?     
            É difícil encontrar relacionamentos, que duraram muitos anos, nos quais nunca houveram brigas ou quaisquer outros desentendimentos. É difícil, por que é normal acontecer. As pessoas mudam cotidianamente, devido a problemas, emoções, desencontros, etc. O dever é: aprender a conviver com os defeitos do outro, e o direito é: aceitar ou não tais defeitos.      
            Apesar de entrar em atritos rotineiramente com quem se ama, já dizia Tom Jobim “é impossível ser feliz sozinho”. A solidão é um sentimento ruim, inseguro, vazio que causa depressão e angustia, então é mais saudável procurar por aqueles a quem de fato se ama, para desfrutar de uma infinidade de sentimentos que podem ser compartilhados.
            Para viver um bom relacionamento, que tal começar a ter, frequentemente, uma boa comunicação? Muitas relações tendem a falhar, por falha no diálogo, ou como os comunicólogos diriam por um “ruído” na comunicação. São absolutamente pré-disposições que a pessoa deve ter para viver satisfatoriamente com o outro. Além de tantos sentimentos, aquele que se destaca é amor, sem o qual relação nenhuma se sustenta.
Bauman, em seu livro Amor Líquido enfatiza que “sem humildade e coragem não há amor, essas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas” (p. 22). Seja qual for a ordem da relação amorosa: fraterna, afetiva, familiar, entre apaixonados, deve ser precedida também de humildade e coragem, ou então não tem como durar e prosperar. É fato!
No amor, que se caracteriza como um sentimento, único, sincero, diferenciado, que dispensa quaisquer provações, tudo é respeitado, desde que seja dialogado e compreendido. Bauman enfatiza que:  
“Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significado, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor (p.21)”
           
            A saga do amor é uma guerra constante, repleta de batalhas, nas quais a vitória e a derrota aparecem frequentemente. Além de rir e chorar, o amor aguarda a surpresa, o inesperado, o incrível. Do futuro, o amor só quer saciedade e tranquilidade. Bauman sintetiza bem “não importa o que você aprendeu sobre amor e amar, sua sabedoria só pode vir, tal como o Messias de Kafka, um dia depois de sua chegada”.
           Alguns sentimentos se assemelham ao mesmo tempo se contrapõem ao amor, um deles é o desejo. “O amor quer possuir (...) o desejo quer consumir” (BAUMAN, 2004, p.24). Observando o acontecer desses sentimentos, conclui-se que o desejo pretende sanar o momento, e logo depois enamorar outro objeto, como em um ciclo, já o amor enamora o objeto até conseguir conquistá-lo, e depois tenta preservá-lo. Essa é a grande diferença. Bauman compara e reflete que:
“É como num shopping: os consumidores hoje não compram para satisfazer um desejo, como observou Harvie Ferguson – compram por impulso (...) E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantidas de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte der amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço (p. 22-26)”
               
Sobretudo o importante é refletir sobre a grandeza de um sentimento único, imortal e completo. Respeitá-lo por dois motivos: em adoração a quem se entrega esse amor e em agradecimento por ele existir entre iguais e diferentes.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O presente não deve comprometer o futuro

“A modernidade nasceu sob as estrelas da aceleração e da conquista de terras, e essas estrelas formam uma constelação que contém toda a informação sobre seu caráter, conduta e destino”, afirma Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”. A partir desse conceito o autor reflete sobre a sociedade contemporânea e o sistema no qual essa está inserida.
            Sob a égide das constantes e velozes transformações o mundo (as pessoas) revêem conceitos, discutem gostos, mudam de personalidade... em detrimento de isolar-se em seu mundinho interior, preferem categorizar a sua individualidade mostrando o seu poder de múltiplas escolhas. Dessa forma o sentido de “comunidade” se perde no conceito, ao invés de se referir a relação de solidariedade com o outro, ao dividir o mesmo espaço, passa estritamente a definir território.
            Porém, se deve aprender a conviver com o diferente, com o diverso, com o obtuso. Apesar de vivenciar um período histórico marcado pela individualidade o ser humano deve interagir com outros, com efeito de trocar experiências, o que faz com que afinidades se estabeleçam. Além do que relações afetivas, familiares, fraternas devem ser zeladas e compreendidas, pois não se impõem uma fase histórica a uma vida, que por natureza, é curta.   


Referência
·         BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.   


Vértices da comunicação digital


Na sociedade digital, a qual se manifesta, se vivencia grandes transformações. Uma delas, se não a principal, é aquela que possibilita uma troca, o chamado feedback, o que garante a recepcionalidade entre usuários. Seja boa ou ruim essa troca, trás a tona uma nova tipologia da informação, a comunicação digital.
            A comunicação digital cercada por seus grandes vértices, tais quais o da propaganda, que ganha uma nova aliada, o dos serviços, dos grandes empreendimentos, do jornalismo, que tem um novo meio de comunicar, dentre tantos outros, só é possível através da interatividade, que acontece entre a tela do computador e o usuário.  Silva (Ibid.:105) enfatiza que:
 Um produto, uma comunicação, um equipamento, uma obra de arte são de fato interativos quando estão imbuídos de uma concepção que contemple complexidade, multiplicidade, não-linearidade, bi-direcionalidade, potencialidade, permutabilidade (combinatória), imprevisibilidade etc., permitindo ao usuário-interlocutor-fruidor a liberdade de participação, de intervenção, de criação”.
           
E Lúcia Santaella completa, em seu livro “Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo” que “não poderia haver interatividade, sem tal integração entre corpo e mente, entre os sentidos que auscultam e a mente que pensa em sintonia com o corpo que age. As negociações interativas não prescindem dessa sincronia”. É possível crer nessa relação entre os sensórios, mente e interatividade, uma vez que ações e percepções são meras reproduções de ligações cognitivas, por isso a interatividade ocorre como qualquer outro processo cognitivo.
A interatividade juntamente com a comunicação digital são elementos de algo muito maior: o ciberespaço. Segundo Santaella “é o espaço que se abre quando o usuário conecta-se com a rede (...) inclui os usuários dos aparelhos sem fio na medida em que esses aparelhos permitem a conexão e troca de informações. Conclusão, o ciberespaço é um espaço feito de circuitos informacionais navegáveis”. A dimensão desse espaço vem se tornando tamanha; grandes comunidades virtuais se formam e, portanto, todo um contexto em forma dela se diferencia do “real”, em virtude disso ocorre o aparecimento de uma nova forma de cultura, a cultura do ciberespaço ou cibercultura.       
A chamada cibercultura cria modos, hábitos, personaliza gostos, e, sobretudo nela nasce uma nova tipologia de leitor, o imersivo. Tal distinção é feita por Santaella, que cita Uwe (1998:98), que diz “por meio de saltos receptivos, esse leitor é livre para estabelecer sozinho a ordem, textual ou para se perder na desordem dos fragmentos (...) surge uma ordenação associativa que só pode ser estabelecida no e por meio do alto de leitura”. 
Os tempos são outros, a sociedade não é mais a mesma, o leitor mudou... há uma nova percepção de que comunicar bem, não é comunicar para muitos mas sim comunicar eficazmente, seja por escrito, seja oralmente, seja através de imagens, não importa. Acordo com Lúcia Santaella que conclui: 
“Assim, o que deve permanecer, em meio a todas as mudanças que virão, é aquilo que chamo de leitor imersivo. Mesmo que as interfaces mudem, o leitor imersivo continuará existindo, pois navegar significa movimentar-se física e mentalmente em uma miríade de signos, em ambientes informacionais e simulados. Portanto, as mudanças cognitivas emergentes estão anunciando um novo tipo de sensibilidade perceptiva sinestésica e uma dinâmica mental distribuída que essas mudanças já colocaram em curso e que deverão sedimentar-se cada vez mais no futuro”.  


Referência

·         SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004.







O híbrido que culminou numa alucinação consensual


“A diversidade e complexidade dos fenômenos comunicacionais e culturais salta aos olhos e somos levados a concordar com Canclini (1997) que hoje todas as culturas são fronteiriças, fluidas, desterritorializadas”, enfantiza Lúcia Santaella. Tal conclusão redesenha o cenário mundial, e sintetiza com clareza o que se vê e vive hoje.

Tudo se mescla, se confundi, se altera? Pelo visto, sim! Novas linguagens dialogam, a internet se torna, portanto, mais acessível, o conhecimento específico passa pela intertextualidade e as relações humanas se fazem, também, sem contato físico. Fenômenos esses decorrentes dos hibridismos típicos da pós-modernidade.
A chamada pós-modernidade têm um ídolo, a cultura midiática, responsável pelo intenso tráfego de informações, pelas incessantes trocas culturais, pelo acelerado curso do tempo, que às vezes parece sucumbir a olhos nus. O efêmero, o veloz são características marcantes da cultura midiática, o que se intensificou ainda mais com a cultura digital.     
“A efemeridade tende a se intensificar ainda mais nas configurações recentes que o ciberespaço vem adquirindo através da multiplicação das pequenas janelas virtuais”, afirma Santaella, que se refere aos bips, aos smartphones, blackberry, touchscreen, dentre outros, que possibilitam instantaneidade sem esquecer de oferecer uma grande quantidade de informações e o que há de melhor, sem deixar de proporcionar interatividade.
“A oferta de escolha pelo acesso não linear ao conteúdo, junto com a possibilidade para o usuário acrescentar ou escrever no texto hibrido é que vem sendo chamado de interatividade (Cintra 2003)”, discute Santaella ao citar Cintra. E é exatamente isso que é o grande bacana do chamado ciberespaço, a possibilidade de dizer o que quer para quem quer que seja, no momento que se bem entender, no maior estilo e designer arrojado das redes sociais, que podem ser personalizadas.
A internet, os processos informáticos desenvolvidos no mais alto patamar tecnológico são os responsáveis pelo funcionamento da grande rede que permite cruzar dados pelo mundo inteiro, do Oiapoque ao Chuí, potencializando, ou melhor, fazendo com que qualquer ser humano “possa mais” diante deste grande mundo.   
“Ciberespaço é um nome genérico para se referir a um conjunto de tecnologias diferentes (...) algumas sendo desenvolvidas e outras ainda ficcionais. Todas têm em comum a habilidade para simular ambientes dentro dos quais os humanos podem interagir”, afirma Lucia Santaella. Esse é o chamado, também, de mundo virtual, no qual se criou uma gigante e complexa rede, que interconecta pessoas diversas com diferentes interesses que acabam se encontrando, se conhecendo melhor pelas múltiplas possibilidades de categorizar e imprimir uma personalidade que no mundo real, talvez, essas não conseguiriam.
Wiliam Gibson, escritor norte-americano reflete que o “ciberespaço é uma alucinação consensual experienciada diariamente por bilhões de operadores legítimos...Uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de cada computador no sistema humano”. O que dizer a respeito de uma alucinação consensual? Loucura da contemporaneidade? Devaneio? Tudo isso junto! Uma vez que os chamados usuários/internautas utilizam, se apropriam de uma realidade que eles acreditam que de fato exista, e ponto final, não há o que julgar, é consenso.    

Referência

  • SANTAELLA, Lúcia. Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003.  

Do massivo ao personalizado: acessibilidade ligada a convergência das mídias


Mudanças acontecem a todo momento e em todo lugar, o fator cultural têm o poder/controle de mantê-las ou não, uma vez que o entorno (sociedade) pela sua história pode concordar ou não. Para Néstor García Canclini “cultura é um processo em constante transformação, que se diferencia da tradicional visão patrimonialista, e adota uma postura de mobilidade e ação”. Tais mudanças sejam bizarras, corretas, erradas, disformes, dependendo de onde se enxerga, têm referências, que se constroem a partir de um repertório construído que são suscetíveis a constantes transformações.
Para Lúcia Santaella existem as chamadas Eras Culturais, que se distinguem em seis: cultura oral, cultura escrita, cultura impressa, cultura de massas, cultura das mídias e cultura digital. Que nessa mesma ordem aconteceram, porém em determinadas períodos uma se sobrepôs a outra ou porque não existia ou porque ocorreram mudanças mais relevantes. E hoje não é diferente, todas convivem em constante transformação. “Há sempre um processo cumulativo de complexificação: uma nova formação comunicativa e cultural vai se integrando na anterior, provocando nela reajustamentos e refuncionalizações”, afirma Santaella.
Em um trecho da introdução do livro “Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura”, Lúcia Santaella escreve na perspectiva de diferenciar culturas das mídias, cultura de massas e cultura digital, caracterizando pontos peculiares de três das chamadas Eras Culturais:
“Culturas das mídias não se confunde nem com a cultura massas, de um lado, nem com a cultura digital ou cibercultura de outro. É, isto sim, uma cultura intermediária, situada entre ambas. Quer dizer, a cultura digital não brotou diretamente da cultura de massas, mas foi sendo semeada por processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais a que chamo de “cultura das mídias””.

Na chamada “cultura das mídias” há o aparecimento de formas mais dinâmicas de comunicação, houve maior disponibilidade de meios como fotocopiadoras, videocassetes, aparelhos para gravação de vídeos, dentre outros. O que acarretou numa saciedade social individualizada, em contraposição ao consumo massivo de outrora. Esse fenômeno preparou a sociedade para recepcionar com maior sensibilidade a chegada dos meios digitais. Santaella enfatiza que hoje há a chamada convergência das mídias, pois antes as mídias apenas conviviam, o que ela denomina de cultura digital.
A cultura digital, que se deve deixar bem claro, é um híbrido e uma constante mutação das demais culturas que a antecederam. Nessa a capacidade que se tem de ser múltiplo é tamanha, que chega a ser imensurável. Um ser humano, hoje, pode ter infinitos gostos, diferentes maneiras de se apresentar, dependendo da circunstância e local, diversas maneiras de lidar com o outro, podendo até mesmo criar níveis de intimidade, pois ele não mas precisa ver o outro para que possa ter um simples ou mais íntimo contato. 
Esse mesmo ser humano está mais sensível e disponível as transformações que hoje acontecem, criando em torno de si novos ambientes socioculturais, as chamadas redes sociais digitais (Orkut, Messenger, Facebook, Twitter, Blogs, Youtube, dentre tantos outros). Nessa cultura digital, se vive a cultura do acesso, segundo Santaella. Não apenas se disponibiliza o conhecimento, no sentido de aqueles que o detêm têm a posse, não! O que acontece é a disponibilidade juntamente com o acesso ao conhecimento, a diferença consiste na possibilidade de ter sobre o seu domínio aquilo e fazer o que quiser com tal apropriação. Essa é a grande diferença!  

Referência

  • SANTAELLA, Lúcia. Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003.  

Comparativo entre "O dia online" e "Diário online"

Segue uma comparação entres dois portais interativos o “Diário online”, e “O dia online”, quanto às seguintes características do jornalismo digital:

  • Multimidialidade
Diário online: no link http://www.diarioonline.com.br/musica apenas trechos de músicas podem ser ouvidos, para serem ouvidas completamente só se forem compradas. A função Ctrl+v Ctrl+c também pode ser utilizada no portal.
O dia online: não há arquivos disponíveis para efetuar downloads, porém no portal pode efetuar a função Ctrl+v Ctrl+c.  

  •  Hipertextualidade
Diário online: há links internos, que falam sobre outros veículos da RBA, e externos, que são publicitários. Logo depois de clicar nas chamadas das notícias, existe a possibilidade de ler mais sobre aquela editoria “Esporte”, “Mundo” e outros, porém não para saber detalhes daquele assunto. No portal também há buscador, áudios, vídeos e fotos, todos bem divididos e fáceis de achar.    
O dia online: no portal existem links externos, que são exclusivamente publicitários, e links internos que comunicam sobre outros veículos do TERRA. Ao clicar nas chamadas das notícias, existem as possibilidades de imprimir, compartilhar, enviar por e-mail, postar em redes sociais, além de que no texto noticioso algumas palavras são sublinhadas, e quando clicados levam a um outro site, outro tipo de apelação publicitária. No “O dia online” também há buscador, galeria de fotos e blogs.  

  • Interatividade
Diário online: nas notícias existe a opção “comentar”, porém quando utilizada não aparece para que os usuários a vejam.  
O dia online: não há a opção “comentar” no portal, apenas as opções “receba notícias de O DIA no seu celular”, “imprimir”, “enviar por e-mail” e “compartilhar”.

  •  Personalização
Diário online: não observei nenhuma tendência a personalização dos usuários no portal, nada a mais do que a opção “comentar”, esse que não pode ser visualizado.
O dia online: não há tendências a personalização de usuários.

  • Atualização contínua
Diário online: a atualização é contínua, com data e hora divulgadas.
O dia online: atualização é contínua, com data e hora divulgadas.

  •  Memória viva
Diário online: não há muitos detalhes sobre as notícias, não há grandes reportagens. O “leia mais” se refere sobre outros assuntos da mesma editoria. O que há de memória são vídeos de reportagens dos jornais diários da RBA.
O dia online: as notícias são bem completas e respondem bem ao típico lead. Não há detalhamento das notícias, essas são agrupadas por similaridade nos fatos. 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

De aula em aula ... aprendo e me empolgo!

A disciplina Laboratório de Jornalismo Digital e Novas Mídias se torna interessante pelas enormes possibilidades que proporciona. Certa aula o meu anjinho (Raphael Freire) e sua amiga Diolene fizeram uma mostra de seus trabalhos da mesma disciplina, só que do ano passado. A mostra de vídeos foi muito interessante, consegui exergar trabalhos que partem de uma teoria, e que se tornam tão ricos em conteúdo, tanto no momento que conversam com a teoria como quando dialogam com outras referências, e se torna rica pelas intertextualidades. Adorei a disposição dos alunos, o que também disponta em nós, estreantes na disciplina, uma empolgação e força de vontade para fazer, como eles, trabalhos muito bons, diferentes, inovadores e atrativos... para ganhar muitos prêmios!!! Rárah...se Deus quiser.   

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

** De uma Conferência a um sonho mundial....


“Nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2010 vai acontecer em São Paulo e em várias cidades, o Segundo Seminário A SOCIEDADE EM REDE E A EDUCAÇÃO. Haverá no dia 15 - dentro do seminário - um Festival de Idéias Inovadoras em Educação”, texto difundido em vários sites, blogs e portais da Web. Será que internautas têm noção do que realmente esta conferência significa? 

Com certeza alguns sim, outros não! Pode parecer vago, mas relativizar neste caso parece pertinente e a única, se não, a melhor assertiva. Nosso mundo muda e com ele mudam as pessoas, alguns se interessam pelos avanços, outros além do interesse querem participar, enquanto isso uma parcela, ainda, não dá a mínima. Parece estranho esta repulsa à integração tecnológica, por essas pessoas, para uma estudante de Comunicação Social, como eu. Porém, quando paro para pensar me ocorre, uma resposta simples e que na minha opinião, mudaria o mundo: solidariedade mútua.

A premissa para que uma pessoa ou uma multidão se ajudem é uma predisposição para tal, designada solidariedade. A partir desse momento, meus caros leitores, tudo que se sucede é satisfatório. Há nunca sequência lógica: satisfação, alegria, vontade de fazer o mesmo pelos outros, diálogo, compreensão, aprendizado e por fim o ato solidário consolidado. Se assim fosse...aiai! Se dessa forma o sistema funcionasse, não haveriam disparidades de quaisquer ordem. E em COMUNidade se viveria. Talvez esteja sendo um tanto utópica, mas o que seria de nós humanos sem as chamadas utopias? Se o processo de se almejar sonhos antes de consegui-los é UTÓPICO, e todos passam por isso? Então... meus caros...sonhemos!                    

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

TECNOLOGIA E SOCIEDADE: MUDANÇAS A OLHOS NUS?

Após o Boom da Revolução Industrial, houve um grande avanço na forma de se conceber o trabalho, de se compreender a sociedade e consequentemente uma concepção de mundo diferenciada. A sociedade passa da generalidade a especialidade, e tudo se torna mais veloz por conta disto, e os contratempos, sobretudo, são cada vez mais inadmissíveis. Os valores vão se alterando, colocar a família em primeiro lugar? Nem todos o fazem. Não porque menosprezam esta possibilidade, mas porque o tempo não lhes permite provar isso.
Dessa forma, as mudanças acontecem, chegam e desestruturam tudo! Mudam de ordem, bagunçam a casa, uma quebra. Assim foi com a chegada do jornal impresso, rádio, tevê, celular, computador, internet, etc. Assim será com outros que surgirão... Uma sequência de quebras de paradigmas e reajustes, quebras e reajustes. Num ciclo incansável, que pode vir tanto para o bem como para o mal, como tudo na vida.
As gerações aprendem e desaprendem de formas diferentes: nascendo, perguntando, cultivando, se relacionando, vivendo. Já dizia o ditado “Os valores não são mais os mesmos”, e nunca serão. Estarão sempre em constante transformação. As coisas mudam porque o homem muda para melhor se adequar ao um ambiente mutante, na busca de sanar suas dificuldades, facilitar os seus anseios e potencializar as suas habilidades.
Não falo, mas do homem ideal, citado acima, mas do homem real, tão cheio de preocupações e afazeres, esse consegue de fato acompanhar tamanha modificação em seu espaço? Deveria, para que de fato estivesse inserido nele, ou pelo menos ciente das constantes mudanças!