quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O presente não deve comprometer o futuro

“A modernidade nasceu sob as estrelas da aceleração e da conquista de terras, e essas estrelas formam uma constelação que contém toda a informação sobre seu caráter, conduta e destino”, afirma Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”. A partir desse conceito o autor reflete sobre a sociedade contemporânea e o sistema no qual essa está inserida.
            Sob a égide das constantes e velozes transformações o mundo (as pessoas) revêem conceitos, discutem gostos, mudam de personalidade... em detrimento de isolar-se em seu mundinho interior, preferem categorizar a sua individualidade mostrando o seu poder de múltiplas escolhas. Dessa forma o sentido de “comunidade” se perde no conceito, ao invés de se referir a relação de solidariedade com o outro, ao dividir o mesmo espaço, passa estritamente a definir território.
            Porém, se deve aprender a conviver com o diferente, com o diverso, com o obtuso. Apesar de vivenciar um período histórico marcado pela individualidade o ser humano deve interagir com outros, com efeito de trocar experiências, o que faz com que afinidades se estabeleçam. Além do que relações afetivas, familiares, fraternas devem ser zeladas e compreendidas, pois não se impõem uma fase histórica a uma vida, que por natureza, é curta.   


Referência
·         BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.   


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